terça-feira, 15 de janeiro de 2019

DJALMA CARVALHO MARANHÃO


Djalma Carvalho Maranhão nasceu em Natal no dia 27 de novembro de 1915, filho de Luís Inácio de Albuquerque Maranhão e de Maria Salomé Carvalho Maranhão. Seu irmão, Luís Inácio Maranhão Filho, deputado estadual no Rio Grande do Norte e membro do comitê central do Partido Comunista Brasileiro (PCB), foi dado como desaparecido em 1974.
Estudou no Colégio Pedro II, em Ceará-Mirim (RN).
Filiando-se ao PCB — então Partido Comunista do Brasil — por volta de 1930, Djalma Maranhão residiu por algum tempo no sul do país. Foi cabo do Exército de 1933 a 1935. Nesse período, de 1934 a 1935, militou na Aliança Nacional Libertadora (ANL), organização política de âmbito nacional que reunia socialistas, comunistas e católicos, atraídos por um programa que propunha a luta contra o fascismo, o imperialismo, o latifúndio e a miséria. No início do Estado Novo (1937-1945) voltou a Natal, onde passou a editar um jornal vespertino e fundou um clube de futebol. Em 1946 entrou em atrito com os dirigentes locais do PCB, sendo em seguida expulso do partido. A partir daí, passou a militar no Partido Social Progressista (PSP), liderado no Rio Grande do Norte por João Café Filho. Por essa agremiação, elegeu-se prefeito de Natal em 1946.
No pleito de outubro de 1954, elegeu-se deputado estadual para a legislatura de 1955 a 1959 na legenda da Aliança Social Progressista, constituída pelo PSP e o Partido Social Trabalhista (PST). Nesse mesmo pleito, Dinarte Mariz, candidato da União Democrática Nacional (UDN), elegeu-se governador. Em virtude da aproximação da UDN com o PSP, Djalma Maranhão foi nomeado prefeito de Natal em 1956. Exerceu a prefeitura e o mandato legislativo alternadamente e, em outubro de 1958, obteve uma suplência de deputado federal por seu estado na legenda da Frente Democrática Nacional, formada pela UDN, o PST e o Partido Trabalhista Nacional (PTN). Ocupou uma cadeira na Câmara de julho de 1959 a novembro de 1960. Em outubro deste último ano elegeu-se prefeito de Natal na legenda do PTN.
Assumindo a prefeitura em 1961, após a renúncia do presidente Jânio Quadros em agosto desse ano, foi favorável à posse de João Goulart. Em sua administração deu prioridade ao setor educacional, lançando a campanha “DE PÉ NO CHÃO TAMBÉM SE APRENDE A LER” com o objetivo de erradicar o analfabetismo em Natal através da conscientização da comunidade. Com a vitória do movimento político-militar de março de 1964, foi afastado da prefeitura. Preso preventivamente por decisão do Conselho Permanente de Justiça da 7ª Região Militar, sediada em Recife, em 10 de abril teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos. Transferido para a ilha de Fernando de Noronha e a seguir para Recife, foi libertado no final de 1964 por força de um habeas-corpus. Asilou-se a seguir em Montevidéu e, nos processos a que respondeu, acabou sendo condenado a 18 anos de prisão.
Faleceu em Montevidéu no dia 30 de julho de 1971.
Era casado com Dária de Sousa Maranhão, com quem teve um filho.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CASCUDO, L. História; GÓIS, M. Pé; SILVA, H. 1964; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3 e 4); Veja (4/8/71); VÍTOR, M. Cinc
FONTE – FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS

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